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Alcatraz, Ilha do Diabo e Mossoró: uma história de duas fugas quase impossíveis e uma muito fácil

  • Foto do escritor: Aldemar Almeida
    Aldemar Almeida
  • 4 de mar. de 2024
  • 2 min de leitura

Alcatraz


Ilha do Diabo na Guiana Francesa

Alcatraz, uma ilha no mar de São Francisco, na Califórnia, foi um presídio de segurança máxima mais temido do mundo. Um prisioneiro fugir dali era quase impossível porque na baía em torno da prisão, a água era gelada e repleta de tubarões. Inaugurada como prisão federal em 1934, durante 29 anos de existência teve como apenados alguns dos piores criminosos norte-americanos. Os que tentavam fuga eram mortos ou se afogavam na água da baía.

Era difícil fugir e escapar. No entanto, antes do seu fechamento em março três conseguiram escapar: os irmãos John e Clarence Anglin e o amigo Frank Morris, que deixaram as suas celas em 11 de junho de 1962. Quando a direção do presídio encerrou as buscas, listou os três como provavelmente afogados.


Em 2015 familiares dos dois irmãos fugitivos forneceram fotografias provando que tinham sobrevividos e que sugeriam, na data, que estavam no Brasil. A história da fuga resultou no filme “Alcatraz – Fuga Impossível", estrelado por Clin Eastwood, em 1979.


A Ilha do Diabo, na Guiana Francesa, considerada na época o presídio mais temido no mundo até ser desativada em 1953 seguiu o mesmo caminho. Virou Filme e livro a fuga histórica de Papillon, estrelado nas telas por Steve Mcqueen no papel do fugitivo. Para fugir ele preparou uma boia com côco para flutuar no mar, depois de se jogar do penhasco muito alto da Ilha do Diabo.


René Belbenoît, o verdadeiro Papillon e seus parceiros fugiram para então Guiana Inglesa, onde estavam sendo bem-sucedidos no garimpo de diamantes e de ouro. Decidiram vir para o Brasil em 1940, depois que as tropas de Hitler invadiram a França, deixando o Reino Unido na mira dos nazistas. Preocupado com o domínio alemão, ele convenceu os outros a fugir para o Brasil. Um dos seus colegas de presídio Henri Charrière que havia se separado do grupo e foi morar na Venezuela, se apoderou dos rascunhos de Papillon com todas anotações do dia a dia no presídio e lançou o livro como se fosse o verdadeiro autor das anotações.

O fotógrafo e escritor Plantão Arantes com quem fiz amizade quando morei em Boa Vista por sete anos, pesquisou vários anos até que a sua linha de pesquisa foi constatada que o verdadeiro Papillon viveu muitos anos em Roraima onde morreu em 1978, aos 73 anos, e sendo sepultado na Vila Surumú, no norte do Estado, hoje parte da Terra Indígena São Marcos.

Com a fuga do Presídio de Mossoró – que em termos de segurança não chega nem perto dos dois anteriores, onde fugir não foi difícil, tem tudo para virar filme também. Completando hoje 20 dias de buscas, qualquer que seja o resultado, daqui pra frente, a história está pronta, com base numa fuga fácil para os dois prisioneiros e uma captura muito difícil, que está mobilizando 600 homens do sistema de segurança, carros, drones, cãos farejadores, helicópteros e equipamentos de monitoramento, etc, sem que se consiga sucesso. O roteiro para um filme do gênero está pronto, só falta a parte final.


  Presídio de Mossoró

 
 
 

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