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Comissão discute medidas contra seca atípica que deve afetar o Nordeste no 1º semestre de 2024

  • Foto do escritor: Aldemar Almeida
    Aldemar Almeida
  • 11 de dez. de 2023
  • 2 min de leitura

A reunião é uma iniciativa do deputado Fernando Mineiro (PT-RN). Ele destaca que o fenômeno El Niño, junto com efeitos do aquecimento global, vai provocar no primeiro semestre do ano que vem uma severa estiagem na região Nordeste.


Em sua justificativa para a realização da Audiência Pública marcada para a próxima quinta feira às 10 horas na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) da Câmara Federal, o deputado registra que as últimas semanas foram marcadas pela ampla repercussão na mídia e na opinião pública dos fenômenos climáticos que assolam o país, notadamente, as temperaturas bem acima da média para o período na maioria dos estados, a volta de temporais e inundações no sul do país e o alerta da comunidade científica sobre um excepcional período de seca no Nordeste entre os meses de fevereiro e maio de 2024.


O alerta da seca anormal no Nordeste, por estar prevista para acontecer durante o período de chuvas na região, foi dado pelo climatologista Carlos Nobre e ganhou destaque em vários veículos de comunicação. De acordo com as informações divulgadas, a previsão é consenso na comunidade científica, que cobra dos governos federal e estaduais políticas públicas emergenciais para atender a população do semiárido nordestino e mitigar prejuízos econômicos, principalmente na produção agropecuária.


"Estamos avisando com meses de antecedência para que os governos se preparem e mantenham monitoramento contínuo", alertou o físico, meteorologista e membro da Academia Brasileira de Ciência (ABC), José Marengo.

Segundo estudos, as temperaturas no Norte e no Nordeste podem ficar entre 0,5°C e 2,5°C acima da média no ano que vem. Como explicam os cientistas, essa situação de extremos ambientais, chuvas intensas, ciclones e inundações, por um lado, e secas severas, com intensidade e padrão distintos do observado em períodos anteriores, decorre da combinação de fenômenos com “El Niño” e o aquecimento global, agravados pelas ações antrópicas relacionadas às emissões de gases do efeito estufa.


“No contexto da presente solicitação, mais do que discutir os aspectos científicos associados à crise climática-ambiental, importa acolher e levar a sério o alerta feito, mobilizando e debatendo em todas as instâncias do poder público, e com a sociedade em geral, as consequências da seca e as medidas necessárias para mitigar seus efeitos sobre a população, especialmente dos grupos mais vulneráveis” ressalta o deputado Fernando Mineiro.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

 
 
 

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