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Escola Azul incentiva a Cultura Oceânica e a preservação de mares,rios e manguezais no País

  • Foto do escritor: Aldemar Almeida
    Aldemar Almeida
  • 28 de fev.
  • 3 min de leitura

Fotos: Gilearde Gomes (MCTI)

Em apoio ao 14º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que visa preservar a vida marinha até 2030, o projeto Escola Azul, com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), está sendo implementado em escolas de todo o país. O objetivo é promover a Cultura Oceânica entre os estudantes, despertando a conscientização sobre a importância dos ecossistemas aquáticos e a necessidade de sua preservação.

“Nós estamos vivendo a década do Oceano, enfrentando intensas mudanças climáticas e, para mudar o mundo, nós precisamos mudar a cultura. Isso significa ensinar, desde a educação infantil, a importância de preservar e viver em harmonia com a natureza. E é isso que nós fazemos no programa Escola Azul”, explicou a professora associada do Departamento de Ciências do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenadora do projeto de extensão Maré de Ciência, Andrezza Andreotti.


A Escola Azul é uma iniciativa que começou em Portugal, com um trabalho transversal sobre o tema “oceano” dentro do currículo escolar por meio do desenvolvimento de pensamentos críticos e criativos sobre a Cultura Oceânica. “Precisamos mostrar e ensinar às pessoas que existe uma forma de conservar o meio ambiente. Se não cuidarmos do futuro, simplesmente não o teremos”, afirmou Andreotti.


Segundo a coordenação do programa, atualmente há 343 escolas cadastradas, da rede pública e particular, em 21 estados brasileiros. No total, cerca de 90 mil estudantes e mil professores participam do projeto. Uma das alunas é Mariana do Nascimento, de 18 anos, moradora da cidade de Ipojuca (PE). Ela estuda na Escola de Referência em Ensino Médio José Mário Alves da Silva, que fica próxima a Porto de Galinhas. Apesar do nome, a “Cultura Oceânica” não se refere apenas a oceanos e mares, mas também abrange rios, lagos e, no caso da escola de Mariana, manguezais.

“Conversamos bastante com as comunidades pesqueiras que vivem lá, formadas em grande parte por mulheres negras. Infelizmente, enfrentamos problemas com o racismo ambiental, agravado pelo turismo desenfreado as construções enormes perto da praia que acabam impactando a vida dessas mulheres”, conta Mariana.


Diferente da pernambucana, o jovem Wesley Dantas, de 13 anos, mora longe do mar, em Barcarena (PA), a 252 km da capital Belém. Ele é aluno da Escola Municipal de Ensino Fundamental Arapari, que faz parte das mais de 100 escolas inscritas no programa no estado.

Mesmo distante do litoral, Wesley considera o projeto extremamente importante. “A experiência de uma Escola Azul é incrível. A gente aprende como preservar o meio ambiente e sobre a importância da cultura oceânica para a nossa vida”, detalhou o adolescente.

Além das escolas, o programa também tem busca levar o conhecimento sobre os ecossistemas aquáticos para além dos muros escolares. A professora de geografia da Escola de Referência em Ensino Médio Franklin Augusto de Moura Campos, em São Paulo (SP), Nataly dos Santos, explicou como sua instituição promove essa expansão de consciência ambiental. “Sempre tentamos levar a Cultura Oceânica para toda a comunidade. Em reuniões de pais ou eventos escolares, falamos sobre o oceano, o aquecimento global e maneiras de minimizar os impactos humanos na natureza”, disse a professora.


O Programa Escola Azul é coordenado pelo projeto de extensão Maré de Ciência, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e realizado em cooperação com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

O “Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação é um dos responsáveis pela coordenação e implementação do Programa Escola Azul no Brasil e tem fomentado seu desenvolvimento. Entendo como essencial a possibilidade de incluir o oceano no currículo escolar, debatendo temas como poluição, sua conexão com o clima e os diversos biomas”, destaca o diretor do departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron.

 









 
 
 

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