Barcelona, Parnamirim e Olho D`Água do Borges comemoram aniversário nesta terça-feira 17
- Aldemar Almeida

- 17 de dez. de 2024
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Barcelona - A origem do município de Barcelona é um pequeno núcleo habitacional, datado de 1864, localizado na Fazenda Salgado, na ribeira do Potengi.Alguns de seus antigos proprietários, foram os irmãos José Maria e Antônio Felipe, tendo o primeiro erguido a primeira casa, e, seu filho João Maria, construído a Capela.A designação do povoado de Salgado, denuncia a natureza salina dos terrenos. Foi Felix Gomes de Melo, lavrador, fazendeiro, político influente e primeiro Prefeito de São Tomé, município ao qual pertencia o povoado, quem propôs a mudança do nome para Barcelona, reminiscência de um seringal com esse nome, no Amazonas, pertencente ao seu irmão Felipe Gomes de Melo, onde trabalhara alguns anos.
O Projeto que criou o município de Barcelona, desmembrado de São Tomé, foi de iniciativa do deputado José Clementino Bessa. Embora datado do dia 29 de abril de 1958, o projeto somente deu entrada na Casa em 29 de outubro do mesmo ano, com a formulação do Processo nº 175/58.
Consta no livro sobre a História Legislativa dos Municípios do Rio Grande do Norte, organizado pela Assembleia Legislativa do RN, que na justificativa que acompanhou o projeto, o deputado assinala:
“...quando da última alteração da Lei de Divisão Administrativa e Judiciária do Estado em 1953, já tramitava por esta Casa projeto idêntico ao presente, visando a elevação de Barcelona ao predicado de Cidade. É que a Vila em apreço , já naquela época , pelo seu acentuado progresso comercial e crescimento urbanístico, assistia o desejo de alcançar essa dignidade, como decorrência do justo anseio da laboriosa população que vem impulsionando o seu desenvolvimento”
O gentílico de Barcelona é “barcelonense”. Em 2022, a população era de 3.986 habitantes e a densidade demográfica era de 26,12 habitantes por quilômetro quadrado. Na comparação com outros municípios do estado, ficava nas posições 133 e 113 de 167. Já na comparação com municípios de todo o país, ficava nas posições 4673 e 2627 de 5570.
Está localizado no Agreste Potiguar e na microrregião Borborema Potiguar. Tem uma área territorial de 152,626km². Limita-se ao Norte com Ruy Barbosa e Riachuelo; ao Sul com Lagoa de Velhos e Sítio Novo; a Leste com São Paulo do Potengi, Lagoa de Velhos e Riachuelo e a Oeste com São Tomé.

Foto de Barcelona)
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Parnamirim – Localizado na região Metropolitana de Natal, limita-se ao Norte com a capital do Estado; ao Sul com São José de Mipibu e Nísia Floresta; a Leste com o oceano Atlântico e a Oeste com Macaíba.
De acordo com o Censo de 2022, o município contava com a população de 252.716 habitantes e a densidade demográfica era de 2.037,93 habitantes por quilômetro quadrado. Na comparação com outros municípios do Estado, ficava nas posições 3 e 2 de 167. Já na comparação com municípios de todo o país, ficava nas posições 115 e 62 de 5570.
Quem nasce lá é “parnamirinense”. A população estimada para este ano é de 269.298 pessoas. Há registros a respeito da doação de extensas áreas a capitães-mores, datadas entre 1600 e 1633 (ano da invasão holandesa), com várias referências a topônimos que hoje fazem parte do município de Parnamirim. O Rio Pitimbu, com seus nomes antigos, é uma delas. Porém, apesar das distribuições feitas pelos capitães-mores e da cobiça dos fidalgos por propriedades, as terras de Parnamirim permaneceram inaproveitadas e despovoadas por séculos.Em 1881, a região foi cortada pelos trilhos da linha férrea entre Natal e Nova Cruz, seguindo de perto o traçado do velho caminho para a Paraíba e o Recife. Sabe-se também que as terras ao sul do Pitimbu estavam, em 1889, nas mãos do senhor do Engenho Pitimbu, João Duarte da Silva. Posteriormente, o fidalgo comprou a maioria das propriedades vizinhas, incluindo uma grande área de tabuleiro plano ao sul do rio que dava nome à propriedade, distante 18 quilômetros de Natal. A área era conhecida como Planície de Parnamirim e fazia parte do Engenho Cajupiranga.
Em 1927, o português Manuel Machado passou a ser o novo dono das terras do Engenho Pitimbu, que se estendiam dos limites com os Guarapes, Macaíba, ao norte, e as terras do Engenho Cajupiranga, ao sul. Ele adquiriu fazendas, sítios, engenhos e terras férteis, mas também áreas extensas e desabitadas. Com a posse das terras não esperava ganhar nenhum título nobiliárquico, mas apenas que a cidade crescesse e exigisse novos espaços para moradias.No entanto foi em meio à aventura dos pioneiros da aviação civil que Parnamirim nasceu. Em 1927, foram abertas diversas rotas aéreas no Brasil. Para isso, foram escolhidas algumas áreas ao longo dessas rotas a fim de que se pudesse ser instalada uma rede de aeroportos.
Com o desenrolar da Segunda Guerra Mundial, o governo Vargas se viu forçado a assinar um acordo de defesa mútua (julho de 1941), ceder as áreas para a instalação de bases norte-americanas no Nordeste (outubro de 1941), romper relações diplomáticas com a Alemanha, Itália e Japão (janeiro de 1942) e, por fim, em 22 de agosto, declarar guerra aos países do Eixo. A construção das bases naval e aérea, em Natal, seria fruto desses acordos.Para manter as aparências da participação conjunta nos esforços de guerra e salvar a autoestima brasileira, o governo criou por decreto a Base Aérea de Natal, que daria o impulso decisivo para o surgimento da cidade de Parnamirim. A pista de pouso das companhias comerciais dividia ao meio o campo de Parnamirim. Os brasileiros ficaram com o lado oeste, onde já estavam as instalações da Air France e da companhia de aviação italiana (LATI), desativadas desde o início da guerra na Europa. Eram instalações modestas demais para atender o esforço de guerra dos aliados e os americanos preferiram ocupar o lado leste. Lá, eles estavam construindo um novo campo, a Base Leste: Parnamirim Field, o maior campo de aviação e base de operações militares que os Estados Unidos viriam a ter, durante a Segunda Guerra, fora do seu território.
Foto: Secom Parnamirim

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Olho D`Água do Borges - A criação do município surgiu a partir da apresentação de Projeto de Lei manejado pelo deputado Valmir Targino em 23 de abril de 1962, mas somente em 19 de setembro de 1963 o processo chegou à Comissão de Constituição e Justiça e foi designado relator o deputado Gerôncio Queiroz. O parlamentar ofereceu parecer favorável à proposta, por entender que o distrito de Olho D`Água do Borges preenchia todos os requisitos legais e constitucionais para emancipar-se de Patu. O relator baixou o processo em diligência para que a Câmara Municipal de Almino Afonso se pronunciasse a respeito, nos termos do artigo 77 da Constituição do Estado. Depois o processo foi aprovado na CCJ e passou também na Comissão de Finanças que recebeu parecer favorável do relator, deputado Aderson Dutra. A redação final foi aprovada em 25 de novembro, quando o relator foi o deputado Dary Dantas.
Inicialmente a Lei 2.749 de 8 de maio de 1962 foi sancionada com veto parcial do Governador do Estado, do artigo 3º sobre a data de instalação do novo município. O processo retorna ao Legislativo e novo Projeto de Lei, também apresentado pelo deputado Valmir Targino que tramitou rapidamente e no dia 17 de dezembro de 1963 é aprovada a Lei 2.998, conservando o topônimo originário do Riacho Olho D`Água do Borges, constituído do distrito sede, instalado em 8 de junho de 1964.
Quem nasce em Olho D`Água do Borges é“olho-d`água – borgense. Em 2022, a população era de 3.905 habitantes e a densidade demográfica era de 27,66 habitantes por quilômetro quadrado. Na comparação com outros municípios do Estado, ficava nas posições 136 e 107 de 167. Já na comparação com municípios de todo o país, ficava nas posições 4714 e 2520 de 5570.
O município fica na região na Mesorregião Oeste Potiguar e na Microrregião Umarizal. A área territorial é de 14l,170km². Limita-se ao Norte com Caraúbas e Apodi; ao Sul com Rafael Godeiro; a Leste com Patu e Caraúbas e a Oeste com Umarizal.






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