Eleições renovarão dois terços do Senado em disputa estratégica por controle de pautas no Judiciário
- Aldemar Almeida

- há 12 horas
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Entenda por que as Eleições 2026, com renovação de 54 cadeiras do Senado, serão decisivas para o Poder Judiciário

Senado atua como o filtro final do Poder Judiciário, uma competência que ganha contornos críticos nesta legislatura (Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado)
As Eleições 2026 marcam um ponto de inflexão para o equilíbrio institucional do Brasil. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o pleito de outubro renovará 2/3 do Senado Federal (54 das 81 cadeiras). Esse modelo de rodízio, previsto na Constituição, ocorre a cada oito anos e é considerado a “janela” mais importante para a mudança de forças políticas na Casa Alta. Os eleitos assumirão mandatos de oito anos em fevereiro de 2027. Para o governo e a oposição, a disputa vai além da contagem de cadeiras: trata-se do controle de prerrogativas exclusivas do Senado, como a aprovação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento de processos de impeachment e a chancela de nomes para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e Banco Central.
O tabuleiro das bancadas: PSD e MDB em risco
Nos dias atuais, o centro e a centro-direita detêm as maiores bancadas, mas são justamente esses partidos que mais colocam mandatos à prova. PSD: É a sigla com maior exposição; 11 de seus 15 senadores encerram o mandato.MDB: Terá 9 de suas 10 cadeiras em disputa. PL: Projeta um crescimento agressivo, mirando entre 25 e 30 parlamentares para consolidar uma maioria oposicionista capaz de pautar a agenda do Judiciário.
Influência de Lula e Bolsonaro nas Eleições 2026
O Palácio do Planalto atua para manter a sustentação da base aliada e garantir que nomes do “Centrão” não migrem para o bloco de oposição. O PT foca na reeleição de quadros históricos e na inserção de ministros do primeiro escalão em estados estratégicos.
Já a ala bolsonarista articula nomes de alta visibilidade popular. “A meta é o Senado”, têm repetido lideranças do PL, que enxergam na Casa o único caminho para avançar pautas conservadoras que hoje encontram barreira na Suprema Corte.
Quórum e a Reforma Tributária: Nesse cenário, o Senado desempenha um papel crucial. A maioria qualificada (49 dos 81 votos) é o quórum exigido para aprovar Propostas de Emenda à Constituição (PECs). Esse número é vital para a Reforma Fiscal — como sua espinha dorsal é constitucional, ajustes em alíquotas ou prazos de transição em 2027 dependerão deste consenso robusto. Sem os 49 votos, o governo fica restrito a leis complementares, sem poder alterar as bases estruturais do sistema.
O peso do Senado nas novas vagas do STF
O Senado atua como o filtro final do Poder Judiciário, uma competência que ganha contornos críticos nesta legislatura.
Nomeações ao STF: Entre 2027 e 2030, três ministros atingirão a aposentadoria compulsória: Luiz Fux (2028), Cármen Lúcia (2029) e Gilmar Mendes (2030). Os eleitos agora farão as sabatinas e aprovações, definindo a nova corte pela próxima década.
Controle Institucional: Propostas como mandatos fixos para ministros e o limite de decisões monocráticas deixam o campo acadêmico e hoje pautam o debate político nacional.
O que mudou?
Diferente do pleito anterior, nas Eleições 2026 cada eleitor terá direito a dois votos para o cargo, sendo imprescindível escolher dois candidatos distintos. Repetir o número no segundo voto anula a segunda indicação, segundo o Senado Federal.
Principais pautas do Senado em 2027
A nova bancada terá em mãos temas que afetam diretamente o orçamento e a segurança: PEC da Segurança Pública
(PEC 18/2025) : Visa constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). Reforma Adminitrativa (PEC 32/2020 : Debate sobre modernização do serviço público e teto salarial. e PEC 8/2021: Limitar decisões monocráticas do STF.
NCS






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