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Forças pediram R$1milhão por dia para ação na Terra indígena Yanomami

  • Foto do escritor: Aldemar Almeida
    Aldemar Almeida
  • 25 de jan. de 2024
  • 2 min de leitura

Responsáveis pela logística da operação na Terra Indígena Yanomami, as Forças Armadas pediram R$ 993mil por dia para manter o apoio às ações de desintrusão ao garimpo ilegal. Ainda assim, os militares teriam capacidade de entregar menos da metade das cestas básicas necessárias. O valor foi calculado pelo Ministério da Defesa em nota técnica obtida pela Folha.

 

A demanda foi enviada para a Casa Civil.  Recentemente, o governo anunciou mais R$1,2 bilhão para a missão. O documento, de setembro de 2023, diz que a verba para assistência humanitária e expulsão de garimpeiros teria acabado e que seria necessário novo aporte. O pedido foi feito cerca de um mês após o governo liberar R$ 275 milhões em créditos extraordinários para essa finalidade.


“Com a extinção dos recursos orçamentários, a manutenção das operações nos níveis Citados implica a necessidade de aporte de valores na dimensão mencionada”, diz o documento. Questionada sobre o custo e a necessidade de verba pouco tempo após a liberação de Crédito extraordinário, a Defesa disse que o montante já havia sido gasto, usado para distribuir766toneladas de alimentos,36,6 mil cestas básicas, 3.029 atendimentos médicos, detenção de165 suspeitos e horas vôos suficientes para dar 40 voltas na terra.


“Segundo a referida nota técnica, o Ministério da Defesa apontou a necessidade de complemento de recursos financeiros para a manutenção das operações na TI Yanomami ao constatar a insuficiência orçamentária”, diz a pasta.

A Folha também questionou o Ministério do Planejamento e a SRI (Secretaria de Relações Institucionais), mas não obteve resposta.

A omissão e até suspeita de boicote das Forças Armadas na atuação no território Yanomami é vista como fator determinante para a explosão do garimpo ilegal na região durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).A insatisfação persiste durante a gestão Lula. Segundo apontou a colunista Mônica Bergamo, relatos dão conta de que as Forças, dentre outras coisas, se recusaram a levar autoridades para sobrevoar a terra indígena.


Relatórios da Funai do governo Bolsonaro mostram que integrantes recebiam propina de garimpeiros evazavam informações sobre operações.

A expulsão do garimpo da terra indígena Yanomami foi determinada peloSTF(SupremoTribunalFederal)

Ainda na gestão Bolsonaro que não cumpriu  com a ordem.

Em janeiro de2023, o governo Lula anunciou uma mega operação para a desintrusão, após constatar surto de malária e alta incidência de desnutrição dentre os yanomami,em razão do garimpo ilegal.

À época, a Folha mostrou que vistoria da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) identificou que a gestão Bolsonaro havia deixado instalações sanitárias com remédios vencidos, seringas orais

reutilizadas indevidamente e fezes espalhadas em unidades de atendimento, além de constatar casos de desvio de comida e medicamentos.

Um ano depois, Os yanomami ainda convivem com a desnutrição, a malária persiste, o garimpo não foi totalmente expulso e instalações de saúde seguem sobrecarregadas. Parte disso, apontam relatos e documentos, pela falta de atuação das Forças Armadas.

 

Relatórios mostram que 34 mil cestas básicas, que deveriam ser entregues aos indígenas, acabaram encalhadas. É neste contexto que o Ministério da Defesa pede mais verba. O cálculo se baseia nos gastos entre junho e setembro de 2023

 Com informações da Folha


 
 
 

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