Lajes, Nova Cruz e Severiano Melo são municípios do RN que aniversariam nesta terça-feira (3)
- Aldemar Almeida

- 3 de dez. de 2024
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Quem nasce em Lajes, que fica na mesorregião Central Potiguar e na microrregião de Angicos, é “lajense”. O município se limita ao Norte com Jandaíra, Pedra Preta e Pedro Avelino. Ao Sul, os limites ficam com São Tomé e Cerro Corá; a Leste com Pedra Preta, Caiçara do Rio do Vento e Jardim de Angicos e a Oeste com Pedro Avelino, Angicos e Fernando Pedroza.
A exemplo de Baixa Verde, atual João Câmara, Lajes ouviu o apito do trem e tudo mudou. A chegada dos trilhos da Estrada de Ferro Sampaio Correia à localidade, em 1914, não só impulsionou o crescimento da região como promoveu o lugar à condição de município, por força da Lei nº 572 de 3 de dezembro de 1923.
O nome, a exemplo de tantas cidades potiguares, é uma referência a uma antiga fazenda instalada em 1832. A partir de 1943, o topônimo Lajes foi modificado para Itaretama, mas a primeira denominação foi restituída pela Lei nº1;032, de 11 de dezembro de 1953, conforme registra o livro História Legislativa dos Municípios do Rio Grande do Norte, editado pela Assembleia Legislativa do RN.
Conforme os dados do Censo do IBGE, em 2022, a população de Lajes era de 9.866 habitantes e a densidade demográfica era de 14,58 habitantes por quilômetro quadrado. Na comparação com outros municípios do Estado, ficava nas posições 72 e 149 de 167. Já na comparação com municípios de todo o País, ficava nas posições 3094 e 3813 de 5570.
A população estimada para este ano é de 10 mil 108 pessoas. Com relação ao trabalho e rendimento, o salário médio mensal dos trabalhadores formais em 2022 era de 1,9 salários-mínimos. O município de uma área territorial de 676,625km²

NOVA CRUZ – Situado na margem direita do rio Curimataú, próximo da divisa com o Estado da Paraíba, o distrito da futuro município de Nova Cruz, cujo povoamento começou no século XVIII, com o estabelecimento da fazenda de gado, foi incorporado ao município de Goianinha, por Lei Provincial de 20 de outubro de 1846.
A Lei Estadual nº 470 de 3 de dezembro de 1919 elevou à condição de cidade com a denominação de Nova Cruz. Santo Antônio e Várzea são os seus limites ao Norte; ao Sul está na divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba; a Leste limita-se com Montanhas, Pedro Velho e Várzea e a Oeste com Lagoa D´ Anta e Passa e Fica.
No Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2022, Nova Cruz tinha uma população de 34.269 habitantes e a densidade demográfica era de 123,42 habitantes por quilômetro quadrado. Na comparação com outros municípios do estado, ficava nas posições 14 e 17 de 167. Já na comparação com municípios de todo o país, ficava nas posições 961 e 624 de 5570.
Quem nasce em Nova Cruz, que fica na região Agreste do Estado tem o gentílico de “nova-cruzense”. A área territorial do município é de 277,658 km².
Em 2010, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade era de 98,2%. Na comparação com outros municípios do estado, ficava na posição 54 de 167. Já na comparação com municípios de todo o país, ficava na posição 1768 de 5570. Em relação ao IDEB, no ano de 2023, o IDEB para os anos iniciais do ensino fundamental na rede pública era 4,2 e para os anos finais, de 3,4. Na comparação com outros municípios do estado, ficava nas posições 132 e 123 de 167. Já na comparação com municípios de todo o país, ficava nas posições 5193 e 5181 de 5570.

Severiano Melo. A povoação do Bom Lugar, nas proximidades do riacho da Malhada Vermelha, cujo proprietário era Raimundo Fernandes vivia da atividade pastoril. Nos primeiros dias de colonização era uma terra muito ligada à comunidade de Apodi. Alguns anos depois a propriedade foi vendida aos irmãos Severiano Melo, Vicente Melo, Janjoca Melo, Francisco Melo e José da Costa Melo.O povoado era marcado por uma agricultura produtiva e sinais efetivos de avanço no setor pecuário. Nos idos de 1929, apresentava um contingente populacional com um razoável número de moradias e uma escola pública. O tempo passou e Bom Lugar foi se tornando cada vez mais uma terra agrícola, que com a força da cultura do algodão, a lavoura foi sendo substituída pela pecuária. Foi nesse período gradativo de desenvolvimento que o povoado, também, recebeu a influência positiva do crescimento experimentado pelo município de Itaú.Através da Lei no 2.991, de 3 de dezembro de 1963, Bom Lugar desmembrou-se de Itaú tornando-se município com o nome de Severiano Melo, numa homenagem a um filho de tradicional família existente entre as terras de Apodi e Itaú. Severiano Melo foi líder regional, grande incentivador da terra e, praticamente, fundador da cidade. O gentílico: severianense.
O município de limita ao Norte com Apodi; ao Sul com Itaú e Rodolfo Fernandes; a Leste com Itaú e a Oeste com Rodolfo Fernandes e a divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará. O município está localizado na região Médio Oeste Potiguar. O município é conhecido como a “Terra do Caju”.
Em 2022, a população era de 5.487 habitantes e a densidade demográfica era de 34,76 habitantes por quilômetro quadrado. Na comparação com outros municípios do estado, ficava nas posições 107 e 88 de 167. Já na comparação com municípios de todo o país, ficava nas posições 4105 e 2066 de 5570, de acordo com o censo do IBGE.





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