Dados do IBGE registram processo de envelhecimento e um País ainda com mais mulheres do que homens.
- Aldemar Almeida

- 28 de out. de 2023
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De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao Censo-2022, divulgados na sexta-feira (27), o Brasil registra um processo de envelhecimento e é um País ainda com mais mulheres do que homens. O Brasil tem seis milhões de mulheres a mais. Do total da população residente no País, 51,5%, ou seja 104 milhões, 548.mil 325 eram mulheres e 48,5% - 98milhões,532.431 eram homens, em 2022.
A razão de sexo, número de homens em relação ao grupo de 100 mulheres, foi de 94.2, o que mostra que a tendência histórica de predominância feminina na composição do por sexo da população se acentuou. Em 1980, eram 98,7 homens para cada 100 mulheres: em 2010, 96,0.
Para o IBGE, isso está relacionado com a maior mortalidade dos homens em todos os grupos etários: desde bebê até as idades mais longevas, a mortalidade dos homens é maior. Além disso, nas idades adultas, a sobremortalidade masculina é mais intensa. E, com o envelhecimento populacional, a redução da população de 0 a 14 anos e o inchaço da população mais idosa há um aumento da proporção de mulheres, já que elas sobrevivem mais em relação aos homens.
A expectativa de vida feminina é sete anos superior à masculina, o número de pessoas acima de 65 anos deu um salto de 57,4%, para 22,1 milhões. O patamar de 10,9% da população é o maior da História, assim como são recordes os números de idosos com mais de 80 anos e de centenários. Metade da população brasileira, que em 2010 tinha até 29 anos, hoje tem até 35 anos. Para especialistas, o Brasil caminha para o“superenvelhecimento” e tem trabalho árduo à frente para se adaptar ao novo perfil populacional, da rede de cuidado aos idosos e apoio a mulher a treinamento profissional e Previdência.





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